Cultura, economia e lindos cenários do pampa gaúcho



Alegrete, localizado no sudoeste do Rio Grande do Sul, destaca-se por ser o maior município do estado em extensão territorial, o que lhe rendeu o apelido regional de “baita chão”. Sua paisagem é marcada por vastas planícies que se estendem até o horizonte, formando um amplo tapete verde moldado pela natureza e pela ação humana. A cidade também é berço de figuras importantes da história brasileira, como o poeta Mário Quintana, o jornalista e técnico João Saldanha e o diplomata Oswaldo Aranha, que presidiu a Assembleia Geral da ONU em 1947.



Entre os marcos locais, encontra-se a usina termoelétrica que leva o nome de Oswaldo Aranha, inaugurada em 1968 e responsável por atender diversos municípios da região em situações emergenciais. Próxima a ela está a ponte Borges de Medeiros, que atravessa o rio Ibirapuitã e conecta o centro urbano a diversos bairros. A ponte, construída em 1873, permanece como um importante elo de mobilidade e integração para a população local.



Ainda nas margens do rio, situam-se espaços de lazer e cultura, como o estádio municipal Farroupilha, que abriga o Museu João Saldanha, dedicado à história do futebol na cidade. Nas proximidades, encontra-se o Parque Rui Ramos, conhecido como Praça dos Patinhos, local tradicional de eventos públicos. Outra área relevante é a Praça Getúlio Vargas, que abriga a igreja matriz em estilo gótico, construída em 1919, e oferece sombra e descanso aos visitantes.



Alegrete também preserva importantes elementos de sua história ferroviária, com uma estação construída em 1924, atualmente desativada, que remete ao período de auge dos trens no estado. No campo educacional e cultural, destaca-se o Instituto de Educação Oswaldo Aranha, uma das instituições mais antigas da cidade, além do Centro Cultural Adão Ortiz Ouaiac, que promove eventos como feiras literárias e festivais artísticos, contando com um amplo acervo bibliográfico.



A economia local é fortemente baseada na agropecuária, com destaque para a produção de arroz, soja e criação de gado. Alegrete ocupa posição de destaque na produção estadual de arroz, contribuindo significativamente para o abastecimento nacional. A região também abriga áreas naturais como a Lagoa do Parové, alimentada pelo Aquífero Guarani, envolta em lendas e mistérios que fazem parte do imaginário popular.



Seguindo pelo sudoeste gaúcho, encontra-se o município de Rosário do Sul, banhado pelo rio Santa Maria. A cidade ganhou o complemento “do Sul” em 1940 para evitar confusão com uma homônima argentina. Entre seus atrativos está a Praia das Areias Brancas, com infraestrutura turística e grande movimento no verão. A ponte Marechal José de Abreu, que liga a cidade à BR-290, relembra episódios históricos como a Guerra Cisplatina.



Atualmente, Rosário do Sul apresenta um perfil tranquilo, com destaque para a Praça Borges de Medeiros e a Igreja Matriz dedicada a Nossa Senhora do Rosário. A economia local também se baseia na agropecuária e no cultivo de eucalipto, utilizado na indústria de papel. No entanto, a região enfrenta desafios ambientais, como a arenização, intensificada pelo desmatamento, exigindo equilíbrio entre produção e preservação.



A viagem segue até Cacequi e outros municípios da região, onde se observam formações naturais como as voçorocas e cerros imponentes, além de balneários às margens dos rios. O rio Ibicuí desempenha papel fundamental na paisagem e na economia, irrigando áreas agrícolas e oferecendo recursos naturais. Apesar das transformações ao longo do tempo, o espírito do gaúcho, associado à liberdade e à vida no campo, permanece como elemento central da identidade cultural da região.