A porção oeste de Santa Catarina corresponde a uma faixa territorial situada entre os estados do Paraná e do Rio Grande do Sul, além da fronteira com a Argentina. Durante longo período, essa região foi alvo de disputas territoriais envolvendo a Espanha e países de origem hispânica. Somente em 1895 sua posse foi definitivamente atribuída ao Brasil. A ocupação inicial ocorreu no início do século XIX, impulsionada principalmente pelos tropeiros que transitavam pela região conduzindo gado em direção ao sudeste do país.
Atualmente, a região abriga mais de um milhão de habitantes distribuídos em cidades dinâmicas, cujo crescimento está diretamente relacionado ao desenvolvimento do agronegócio. Além da relevância econômica, o oeste catarinense destaca-se por sua diversidade natural, composta por rios, cachoeiras e extensos vales cobertos por vegetação. O percurso tem início no município de Chapecó, considerado o principal centro urbano da região, localizado a cerca de 550 quilômetros da capital estadual.
Chapecó possui uma população aproximada de 210 mil habitantes e apresenta um planejamento urbano organizado em formato geométrico. No centro da cidade, destaca-se a Praça Coronel Bertazzo, que reúne áreas arborizadas, uma fonte luminosa e espaços culturais. Em seu entorno está a Catedral Santo Antônio de Pádua, construída após a destruição de uma antiga igreja de madeira. Outro marco importante é o monumento O Desbravador, que simboliza a história de ocupação da região.
A cidade também abriga a Arena Condá, estádio da Associação Chapecoense de Futebol, que ganhou notoriedade nacional e internacional após o acidente aéreo ocorrido em 2016. Próximo ao estádio, encontra-se o Eco Parque, área destinada ao lazer e à prática de atividades físicas, que também desempenha papel relevante na preservação ambiental. O município está situado em uma área elevada, com cerca de 768 metros de altitude, cercado por relevos ondulados e pequenas cadeias montanhosas.
O desenvolvimento econômico regional teve um impulso significativo entre as décadas de 1920 e 1950, período conhecido como ciclo da madeira. Posteriormente, a economia diversificou-se, mantendo forte ligação com o setor agropecuário. A região é cortada por importantes rodovias, como a BR-480, que conecta diferentes estados do sul do Brasil e facilita o escoamento da produção.
O trajeto segue até o município de Xaxim e, em seguida, Xancherê, onde se observa forte influência cultural de imigrantes italianos e alemães. Nessas localidades, destacam-se construções religiosas de inspiração europeia, além de espaços voltados à realização de feiras agropecuárias. A economia local é fortemente baseada na produção agrícola, com destaque para o cultivo de milho e a criação de animais para abastecimento industrial.
A região também apresenta grande potencial energético, evidenciado pela presença de usinas hidrelétricas, como a de Quebra-Queixo e a de Itá. Essas estruturas aproveitam o potencial dos rios locais para geração de energia em larga escala. Em alguns casos, como na construção da usina de Itá, áreas urbanas inteiras foram inundadas, restando apenas vestígios históricos, como as torres de uma antiga igreja que se tornaram ponto turístico.
Por fim, o percurso alcança áreas próximas ao rio Uruguai, que delimita parte da fronteira entre estados brasileiros e países vizinhos. A região combina atividades agropecuárias, exploração de recursos naturais e turismo, incluindo balneários e áreas de águas termais. Ao longo do tempo, o oeste catarinense transformou-se profundamente, conciliando crescimento econômico com a valorização das heranças culturais e a necessidade de preservação ambiental.
