O Parque Nacional da Chapada das Mesas estende-se por diversos municípios do sul do Maranhão, entre eles Riachão. Os primeiros registros de ocupação da cidade remontam ao final do século XVIII. Inicialmente instalada em outro ponto, a cerca de quatro quilômetros da atual sede, a localidade foi transferida em 1813 devido a frequentes inundações. Na época, chamava-se Nossa Senhora de Nazaré do Riachão. Embora o nome tenha sido simplificado, a santa permanece como padroeira e é homenageada na igreja matriz, cuja arquitetura apresenta torre única e elementos inspirados no estilo medieval europeu.
Entre os equipamentos culturais de Riachão destaca-se uma biblioteca pública em formato de farol, modelo adotado em várias cidades maranhenses como símbolo de conhecimento. O espaço oferece acervo de aproximadamente cinco mil livros e promove atividades voltadas ao incentivo à leitura. Na periferia do município, o Balneário Frutuoso reúne piscinas abastecidas por nascentes naturais, cujas águas escuras mantêm-se limpas sem necessidade de tratamento químico, além de quiosques e áreas de lazer.
O município abriga importantes atrações naturais, como a Cachoeira Santa Bárbara, com cerca de 75 metros de altura, situada em meio a cânion coberto por vegetação nativa. Suas águas formam lagoa que avança sobre uma gruta, criando cenário singular. O rio Cocal alimenta ainda o Poço Azul, conhecido pela transparência das águas e temperatura agradável. Próximo dali ergue-se o Morro da Foice, formação de arenito vermelho esculpida pela erosão, cujo topo apresenta formas que lembram a lâmina de uma foice.
Outro ponto de interesse é o povoado de São João da Cachoeira, às margens da BR-230, no limite sul do parque. Ali encontram-se as chamadas cachoeiras gêmeas, quedas d’água semelhantes em forma e tamanho. A região é banhada pelo rio Itapecuru, que percorre cerca de mil quilômetros até desaguar no litoral maranhense e é responsável por grande parte do abastecimento de água da capital, São Luís.
A viagem segue para Estreito, município localizado às margens do Rio Tocantins. Seu nome deriva do trecho mais estreito do rio, característica que favoreceu a construção de duas pontes fundamentais para o desenvolvimento local. A ponte rodoviária integra a BR-010, também conhecida como Belém-Brasília, inaugurada durante o governo de Juscelino Kubitschek. Ao lado dela passa a Ferrovia Norte-Sul, importante corredor de escoamento de grãos e outros produtos.
Além da infraestrutura logística, Estreito conta com praias fluviais bastante frequentadas no período de estiagem e com uma usina hidrelétrica construída entre 2007 e 2012, capaz de fornecer energia para milhões de habitantes. A economia local beneficia-se tanto da geração de energia quanto do transporte ferroviário e rodoviário de mercadorias, especialmente soja.
O percurso termina em Balsas, um dos principais centros econômicos do estado. A cidade consolidou-se como polo do agronegócio, com destaque para a produção mecanizada de soja e milho. O rio Balsas, que corta o município e facilita a integração entre seus bairros por meio de quatro pontes, teve papel histórico no escoamento da produção agrícola.
Entre os marcos urbanos de Balsas estão a Igreja Matriz de Santo Antônio, iniciada no século XIX, a Praça Joca Reino e templos como a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e a Catedral Sagrado Coração de Jesus. A tradicional festa de Santo Antônio, realizada em junho, reúne celebrações religiosas e manifestações culturais. Assim, no sul do Maranhão, a Chapada das Mesas revela não apenas paisagens naturais marcantes, mas também cidades que aliam tradição, fé e dinamismo econômico.


